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Os desafios da adoção de comunidades corporativas – parte 1

Em 2009, eu fui convidado para participar de um Advisory Board no Vale do Silício. Várias empresas se reuniram para discutir os rumos dos softwares de colaboração empresarial. Na época, o Social Business ainda era um assunto novo nas empresas. As referências eram Twitter e MySpace (nos EUA) e Orkut (principalmente no Brasil e Índia). Com isso, os softwares corporativos tentavam emular essas ferramentas e incluir funcionalidades de fóruns de discussão e blogs. Esses softwares, apesar de não atenderem, de fato, as necessidades corporativas, conseguiram clientes no mercado pois eram as únicas iniciativas de sistemas colaborativos existentes na época.

Mas o foco desse Board não era avaliar quão bons eram os softwares existentes e sim discutir temas mais profundos como a forma como uma comunidade corporativa se comporta na prática, quais são seus interesses e como esses interesses são influenciados pela direção de uma companhia. Com isso, definir quais as características que um software precisa ter para se encaixar e alterar a cultura de uma empresa: Ser um veículo de gestão de mudanças.

Ao final de alguns meses de estudos e ensaios desse Board, ficou claro para mim que para que um software colaborativo tivesse sucesso em sua implantação, ele deveria combinar de forma inteligente comunicação corporativa e conexões sociais. Hoje, em 2015, 6 anos depois, o fato de que os desafios de adoção permanecerem como um tópico relevante, não é chocante para mim, tanto informalmente e, agora, estatisticamente: Forrester Research descobriu que apenas 12% dos trabalhadores das empresas que implantaram os antigos softwares emuladores de redes sociais tinham, significativamente, adotado o seu uso. Ao longo de minhas palestras e visitas, tenho conversado com pessoas que implantaram essas soluções e agora estão refletindo e decidindo para uma abordagem e uma direção diferente.

A maioria das antigas iniciativas corporativas de redes sociais não falharam devido a incapacidade de uma empresa para construir uma comunidade. Eles falharam porque a tecnologia em si, e as pessoas que trabalharam em torno dela, não entendiam a forma como estas organizações realmente se comportavam e nem conheciam a visão Top – Down da companhia para os seus funcionários.

É muito confortável para os fabricantes dizerem que a culpa não está no software (algo que eu escuto diversas vezes). Mas uma verdadeira plataforma colaborativa precisa entender como uma companhia se conecta. O Software deve ter ferramentas prontas para atender o que de fato é importante para gerar engajamento com os temas da empresa e a consequente retenção de conhecimento. É por isso que vários softwares que imitam o Facebook com apenas uma grande timeline, em um ou dois meses de experiência,  geram picos de excitação e adoção, mas com o tempo, as pessoas voltam a se focar em seu trabalho real e percebem a desconexão da timeline com as necessidades da empresa.

As empresas têm segredos. Elas têm retentores de informação. Elas têm hierarquia. Elas têm processos específicos de negócio. Você pode até não aceitar isso tudo, e até mesmo tentar modificar com a implantação de um software, mas em muitos casos, você não terá sucesso.

Parte do sucesso do seu projeto se deve ao software que você adotou estar pronto para essa realidade.

Nós projetamos o UI2 Beehome para mapear essas realidades empresariais. Ao invés de uma grande Timeline, nós dividimos os silos de comunicação e possibilitamos a entrega dos conteúdos de forma direcionada e hierarquizada. O acesso aos conteúdos se espelha na já existente arquitetura organizacional da empresa. E por falar em hierarquia, todo nosso controle de acesso e perfis podem ser mapeados pelo organograma de uma empresa. Desta forma, nossa implantação “entende” a empresa e se molda a realidade dela. Por isso, uma implantação de nossa plataforma tem prazos inferiores a 30 dias.

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